No Estado de São Paulo, as atividades de identificação, avaliação e gerenciamento de áreas de riscos geológicos tiveram início de forma mais sistemática a partir de uma iniciativa do governo do Estado devido a acidentes em larga escala e com graves conseqüências acontecidos no verão de 1987-1988, na região da Serra do Mar, principalmente devido à ocorrência de vítimas fatais nas cidades de Cubatão e Ubatuba.
Deu-se início, então ao Plano Preventivo de Defesa Civil – PPDC, específico para escorregamentos nas encostas da Serra do Mar no Estado de São Paulo (Decreto Estadual nº 30.860 do 04/12/1989, redefinido pelo Decreto nº42.565 de 01/12/1997). Este Plano entra em operação anualmente (de 1º de dezembro até 31 de março), com a participação do Instituto Geológico, a Defesa Civil Estadual e o IPT, e envolve ações de monitoramento dos índices pluviométricos e da previsão meteorológica , vistorias de campo e atendimentos emergenciais. O objetivo principal é evitar a ocorrência de mortes, com a remoção preventiva e temporária da população que ocupa as áreas de risco, antes que os escorregamentos atinjam suas moradias.
O PPDC vem obtendo desde sua implantação, em 1989, significativo êxito na prevenção a desastres naturais em 8 Municípios do Litoral de São Paulo (na Baixada Santista – Santos, Cubatão, São Vicente e Guarujá, e no Litoral Norte – Caraguatatuba, Ubatuba, São Sebastião e Ilhabela). E m 2003, o Instituto Geológico passou a operar Planos Preventivos de Defesa Civil também nas regiões do ABC (Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano) e Sorocaba (Alumínio, Araçariguama, Ibiúna, Itapetininga, Mairinque, Piedade, Ribeirão Grande, São Roque, Sorocaba, Tapiraí, Votorantim), abrangendo 18 municípios que somados aos 8 do litoral (desde 1988), perfazem 26 municípios monitorados anualmente no período de verão.